Meu mundo Spartackus
Aonde os artistas são espectadores.
21/02/2011
O riacho
Um fiozinho de água escapou por entre as pedras. Ninguém dava nada por ele. Não era grande bastante Para saciar a sede um povo, nem forte o suficiente Para movimentar um moinho. Um filete de água brotou mais adiante, e outro, E outro, e outro, mais. Suas águas se uniram E um riacho tímido nasceu. O fiozinho de água não cansou de jorrar, e o riacho Não cansou de correr. E vieram os animais. E vieram As lavadeiras e suas crianças. Os moleques, agora, Tinham um lugar para brincar. E o riacho continuou a correr. Cavou a terra, Contornou as pedras, construiu com decisão O seu caminho rumo ao oceano. O meu povo, desde então, teve água para matar Sua sede, porque o riacho não se cansou de doar-se. E minha gente aprendeu a esperança, pois o rio nunca Deixou de cantar: “Em breve eu serei mar!”.
Alfredo Coelho
Categoria:
Arte
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